quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Investir em imóvel é lucro garantido

Investir em imóvel é lucro garantido


Redação - Correio Braziliense

Um apartamento de três quartos com 100 metros quadrados avaliado em R$ 160 mil em 2000 agora vale R$ 950 mil
 
Adrian Carvalho investe em imóveis: quadro de economia estável e juros baixos favorecem financiamento imobiliário, modalidade de crédito que mais cresce no país
09/12/2010 - Comprar imóveis é atualmente uma das melhores opções de investimento, graças à demanda elevada, ao cenário econômico favorável e à expressiva oferta de crédito. No Distrito Federal, os bons rendimentos levam investidores de diferentes perfis a ter a mesma percepção. “Muitas pessoas têm deixado de investir em bolsas de valores e poupança para comprar um apartamento, uma casa ou sala comercial. Isto está ocorrendo porque nos últimos 10 anos o setor valorizou muito”, conta Leonel Alves, diretor comercial de uma das maiores imobiliárias de Brasília.

Ele lembra que, em 2000, um apartamento de três quartos com 100 metros quadrados estava avaliado em R$ 160 mil e custa hoje R$ 950 mil. Os números revelam uma valorização de quase 500%. “O preço de um imóvel na capital sobe, em média, 25% ao ano. No entanto, em locais como Sudoeste e Asa Sul e Norte, chega a haver picos de 40% de valorização anual”, diz.

Para o diretor comercial, no Distrito Federal este é um investimento com lucro certo. Quem compra o primeiro imóvel e tem bons rendimentos já pode investir na compra de um segundo. “No meio imobiliário, a gente diz que dois imóveis pagam três, e três pagam quatro, ou seja, quem pode alugar dois apartamentos consegue comprar o terceiro com mais folga financeira”, sublinha Alves.

Outro bom negócio é comprar lojas ou salas comerciais, que são certeza de valorização, além de gerarem um bom aluguel. Conforme o Boletim de Conjuntura Imobiliária, divulgado em setembro, os maiores preços de venda e aluguel de lojas são encontrados em Águas Claras, enquanto as salas comerciais mais caras e rentáveis estão em Brasília, sobretudo na Asa Sul.

Foi pensando em fazer um pé de meia que o comerciante Adrian Carvalho, de 38 anos, começou a investir em imóveis há seis anos. “Desde pequeno, via que as pessoas mais abastadas tinham muitos apartamentos. Então, tracei um objetivo e percebi que era o melhor investimento”, afirma Carvalho. Com uma loja, três quitinetes e um apartamento de três quartos, ele garante que vale mais a pena investir em imóveis pequenos. “O melhor retorno financeiro está no valor do imóvel. Não vale tanto pelo aluguel, porque hoje corresponde a menos de 1% do preço do apartamento”, explica.

O investidor acredita ser mais lucrativo comprar e alugar quitinetes: “Minha experiência mostra que apartamentos com mais de dois quartos dão mais despesa, porque a manutenção com reforma é maior. Além disso, imóveis menores são mais fáceis de achar locatário e podem ser alugados por porcentagem maior de seu valor”.

Compra coletiva 
Mas cada investidor tem sua maneira de ganhar dinheiro. O também comerciante Fernando Oliveira, por exemplo, prefere investir em imóveis maiores. A cada pré-lançamento, ele e amigos se preparam para comprar várias unidades. “Compramos cinco a 10 apartamentos por lançamento. Dependendo do tipo de imóvel, esperamos valorizar para revender ou mantemos como patrimônio para alugar”, diz.

Segundo Oliveira, o grupo só investe em quitinetes e apartamentos pequenos para revender. “Essas obras ficam prontas em aproximadamente dois anos, então quando está próximo do lançamento nós revendemos o imóvel pelo dobro do capital investido”, comenta. Os apartamentos com mais de dois quartos são mantidos para alugar. “Como somos quase 10 amigos, não vale a pena distribuir aluguel de quitinete. É melhor fazer isso com apartamentos maiores”, esclarece.

FINANCIAMENTOS DE BANCOS DISPARAM
O crédito de imóveis representa hoje apenas 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas do país. Mas, segundo o Banco Central (BC), esse tipo de financiamento cresceu 56,2% nos últimos 12 meses terminados em junho. Segundo cálculos do Banco do Brasil (BB), os empréstimos do tipo no sistema financeiro já passam de R$ 120 bilhões. A expectativa é que eles alcancem a marca de R$ 400 bilhões em 2014, uma alta de 233%. Com isso, a relação com o PIB subiria para 7,5%. O segmento de financiamentos imobiliários é liderado pela Caixa Econômica Federal, com 69,94% do mercado, seguida por Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e BB.

O volume do crédito habitacional contratado este ano até setembro apenas na Caixa somou R$ 54 bilhões, indicando o sétimo recorde anual seguido da instituição. Em 2009, as contratações somaram R$ 49 bilhões. E apenas no terceiro trimestre deste ano elas foram de R$ 20,7 bilhões, valor 54,1% maior do que no mesmo período do ano passado. Os financiamentos para moradia com recursos da Caixa e do Fundo de Garantia (FGTS) somaram R$ 16,1 bilhões de julho a setembro. Pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, a instituição diz ter contratado 122 mil unidades no terceiro trimestre de 2010, com investimentos de R$ 7,3 bilhões no período. As contratações dentro do programa já somam 665 mil unidades.

Os financiamentos do BB para a casa própria dobraram em 2010. Segundo a instituição, a carteira de crédito imobiliário do banco ultrapassou em novembro a marca de R$ 3 bilhões, o dobro do saldo de R$ 1,5 bilhão registrado ao fim de 2009. Com o resultado, o banco antecipou em um mês a meta de dobrar os financiamentos habitacionais. Apenas no segundo semestre, foram concedidos R$ 900 milhões em crédito. No fim de junho, os empréstimos somavam R$ 2,1 bilhões.

A meta do banco é estar entre os três maiores bancos em financiamento da casa própria até 2013. Sua linha de crédito para pessoas físicas tem prazo máximo de 30 anos e financia até 90% do valor de avaliação do imóvel.

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